Django e Ruby on Rails
Desde o início do ano tenho estudado Python e Django, inclusive, mês passado comprei um livro chamado Aprendendo Python da editora O’Reilly, que é excelente e recomendo.
Aprendi diversas coisas, uma dessas, o conceito de metaprogramação. Enfim, depois de vários problemas que tive usando o Django — alguns resolvidos e outros não — a partir dessa experiência de seis meses, posso compartilhar algumas conclusões:
- O módulo de autenticação força o desenvolvedor a seguir determinadas práticas, e isso promove a inflexibilidade, por exemplo, para remover alguns atributos do modelo User ou utilizar o email como condição de autenticação é necessário duplicar um bucado de código;
- Atualmente as views não possuem um padrão para organização e nomenclatura;
- Configurações de ambientes não são geradas automaticamente pelo esqueleto do projeto;
- O módulo de serialização não foi desenvolvido com a filosofia RESTful em mente, o que significa, o suporte para serialização é incompleto.
Estes são os quatro pontos crucias que podem ser melhorados no Django. Eric Florenzano deu uma palestra no DjangoConf intitulada Why Django Sucks, and How We Can Fix It, assitam.
O que não pode ser alterado com linha de código é a sinergia e o espírito da comunidade, vamos falar um pouco de Ruby e Rails agora.
É impressionante a quantidade de desenvolvedores, e bons profissionais, que fazem parte do ecossistema do Ruby comparado ao Python. Sem contar que o GitHub é praticamente dominado por rubistas.
Estou dedicando boa parte do meu tempo para aprender Ruby e Rails agora, essa linguagem é simplesmente maravilhosa.
Ruby on Rails foi uma extração de um projeto chamado Basecamp, gerenciador de projetos, criado por David Heinemeir Hansson. Foi lançado em julho de 2004.
Django foi criado a partir de outros requisitos e dentro de um ambiente jornalístico. Poucos meses depois do lançamento do Rails, Django é anunciado para o mundo.
Novos desafios, novos aprendizados pela frente.